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ASSOCIAÇÃO DESPORTIVA CLASSISTA DOS SERVIDORES CIVIS E MILITARES DO CENTRO TÉCNICO AEROESPACIAL
Domingo, 05 de setembro de 2010
Notícias

- FINAL DE ANO / NATAL -

Estamos nos aproximando de mais um fim de ano, o ano de 2008 está chegando na reta final. O tempo não tem porto. É só feito de alto mar, um mar que, às vezes embala, às vezes mete medo, às vezes encanta, às vezes assusta, às vezes eleva, às vezes abate, às vezes leva, às vezes traz esperanças. A gente vai se aproximando do fim de ano. Um ano rápido como a vida, um ano mais rápido do que nossas tristezas, alegrias, decepções, derrotas e vitórias.

 

O ano também não tem porto. O ano só tem porta. Aberta e escancarada para a vida, dando vista para o infinito, para eternidade, um ano que pergunta, que indaga, que perturba...Que vislumbra novos horizontes e expectativas....

 

Mais um final de ano. Virá outro? Quem sabe....O futuro pertence somente a Deus! Vir, ele vem. Virá para nós ou conosco? Quem sabe...

 

Senhor e Pai, agradecemos por um fim que vem chegando. Isto significa que começamos e, também por isso, somos gratos. Perdoe o que for e o que não for “perdoável”. Apague o que for e o que não for “apagável”; Ilumine o final da obra. Que a gente, com sua graça, saiba ser fiel até o final. Final de ano, final da vida, final do momento. Aqueça o que anda frio. Esclareça o que anda tenebroso e em dúvidas. Defenda o que anda indefeso. Ensine-nos o sabor, a força, a luz do Amor e a luz de saber dizer: Amém! A dignidade de dizer: errei. A força e a coragem de dizer: Amei!

 

Alguém assim escreveu: “Ou um perfeito amor ou uma perfeita solidão!” Um alguém muito gente, quase gente demais. Ser humano demais nunca é demais. Nunca é de se esquecer: “A imperfeição faz parte da perfeição humana”.

 

O ano está terminando. Um fim traz sempre um sabor diferente. Um sabor assim de “velhice”..., De ponto final, às vezes, ou muitas vezes, um ponto final interrogativo! Um final traz um sabor de lembrança de um começo: Quando tudo começou tão diferente...Quando tudo avançou mudou tanto...Ou não mudou nada... O que traz novo sabor e...Que sabor! Um término traz quase sempre aquela interrogação: “E agora, José?”...” O que passou, passou...”Tem dias que a gente se sente como quem partiu ou morreu...”Todo “agora” tem sabor de presente carregado de passado...Ninguém é só sua própria idéia. Nem só a sua própria história. Quem se basta a si mesmo? Quem? Só quem não se conhecer... ou quem não quer se reconhecer!

 

Senhor e Pai, em qualquer entardecer, ensine-nos a terminar como quem termina. Ensine-nos a juventude e a vida necessária para respondermos sempre, na esperança e na alegria de que haverá um amanhã mais feliz.

Aleluia, Senhor, por um fim, que passa rápido, pois se converte em novo começo. O maravilhoso de terminar é poder recomeçar com mais Fé e Amor!

 

No crepúsculo de mais um ano que termina reacende mais um Natal. Dia 25 de Dezembro comemoramos a data mais linda do ano, o Natal, celebramos o nascimento do Menino Jesus. Diz à lenda que tudo começou com a atitude bondosa de Nicolau em recolher moedas de ouro e lançar pela janela da casa de um homem pobre da cidade, para evitar que as três filhas donzelas daquela família se entregassem à prostituição. Casaram-se e foram bem sucedidas na formação de suas famílias. Daí surgiu à idéia de presentear as pessoas nas festividades de Natal.

 

A palavra Natal em nossa língua tem origem na expressão latina “Natale do Sol” ou nascimento do Sol. Foi São Francisco de Assis quem criou para o Natal a tradição dos presépios no ano de 1.223 no vilarejo italiano de Greccio. A data é comemorativa ao nascimento de Jesus. A idéia de se dar presentes no Natal e as grandes ceias é apenas o comércio, comidas e bebidas natalinas em nada representam os valores do Reino de Deus – “Romanos 14/17”.

 

Quando celebramos o Natal devemos deixar de lado nossas preocupações, nossos programas e façamos uma prece: “ Existe, Senhor, uma voz que tu possas ouvir com mais carinho, com mais ternura, com mais comoção, com mais solicitude do que o choro de uma criança recém-nascida?

 

No silêncio da noite de Natal, escuta, Senhor, no choro do teu Filho, a voz de todas as nossas lágrimas contidas.

 

A voz dos nossos desejos que não se realizaram, dos nossos amores que não puderam ser vividos, das nossas aspirações que não chegaram a se expressar. Dos nossos direitos que não foram reconhecidos. Dos nossos erros que não tiveram oportunidade de ser perdoados. Dos esclarecimentos que não conseguimos dar e das explicações que não pudemos receber. Do nosso bem que não impressionou e da fraqueza que escandalizou. Dos agradecimentos que não demos e das recompensas que não tiveram. Da nossa vida que o mar levou e dos nossos castelos de areia que ficaram na praia sem terminar. De toda semente que plantamos e não germinou. Ouve, Senhor, na voz de teu Filho, o choro de todos que sofrem. Amém!”.

 

Lembremos, também, de nossos irmãos de Santa Catarina, a maior catástrofe dos últimos anos. Quantas mortes, quantas tristezas, um sonho que foi desmoronado. Um pensamento de amor às vítimas na noite de Natal. Ressaltando, ainda, a solidariedade do povo brasileiro.

 

Feliz Natal! Feliz Ano Novo! Que nossos sonhos se transformem em realidades. Sonhos são realizações. “Uma das coisas mais maravilhosas que nos sobrou é ir dormir. Porque ninguém pode pôr a mão em nossos sonhos”.

 

Carlos Alberto Cândia – Profº

Analista em Ciência e Tecnologia – C&T

IAE/ASA

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